sexta-feira, 27 de novembro de 2015

E quando se revela a gravidez... pronto, começa o "opinanço"

Mais calma...

O que é mesmo importante para o bebé? Bom senso...

Agora a parte engraçada... com mais confiança neste processo começo a ouvir as opiniões de algumas pessoas. "Aiiii vais ver, sentes os pontapés nas costelas que até te falta o ar", "ai vais precisar tanto de mantas!!!", e outra diz "fraldas, compra muitas fraldas...", "Não compres tamanhos pequenos, esquece o zero"... enfim... passo a explicar aquilo que me assenta que nem uma luva, gosto de sugestões que me soem a bom senso, equilibradas, ou seja, ou não sugo informação, ou ouço e selecciono informação, tenho sido tão cautelosa na gravidez e comecei a comprar coisas para a bebé mais tarde, que não me parece que a partir de certa altura me deixasse ir por mil e uma sugestões. Bom senso é a palavra de ordem e os medos vão para trás das costas quando têm de ir. Curiosamente tive amigas que tiveram bebés durante a minha gravidez, e por terem tudo mais fresco na cabeça foram-me dizendo aquilo que achavam importante. Ainda não chegou cá fora, mas a minha experiência de cinco sobrinhos que nasceram cada um no seu mês diz-me que, ter algumas coisas para os primeiros dois, três meses para não ter de sair de casa sem que apeteça ou dê jeito, será o ideal. Estamos quase lá e vem aí o Inverno. Ou seja, comprei tamanhos zero, sim, dependendo das marcas são ou 50 cm ou 55 cm, e eu sei de fonte segura que a bebé é, digamos, elegante, mais para o magro (mas saudável e rabina), comprei alguns 1, alguns 2, alguns 3... tudo na onda dos bodys, calças com pés (ou como ouvi dizer aqui um dia ceroulas com pés para os gaiatos) e babygrows. Alguns gorros em algodão, uns pares de luvas de algodão mais numa de não se arranharem e conjuntos de meias. Não estou muito preocupada, encomendo muita coisa pela internet, e assim que vir que está a escassear roupa acciono algumas amigas (temos que reciclar) ou fazemos um pequeno "clic" e lá vem ela. Fiz toalhas de banho com capuz, fiz alguns lençóis para a alcofa, fiz mantas em flanela, em tricot tenho uma manta em andamento, fiz umas botinhas em crochet que lhe hão-de servir quando começar a andar :), iniciei uma camisola, mas não me desenrasquei com as mangas :s... ainda fiz alguma coisa e vou fazendo ao longo do tempo, talvez consiga gerir o tempo... contarei num futuro próximo.

* Olá hoje, dia 27/11, a chiquitita já está cá fora há 15 dias e sim amigas os tamanhos zero fazem muita falta, não só pelo bom ar que dá à cachopa, mas também pelo facto de ela encolher as pernas e depois não saber o caminho de volta para as voltar a esticar, ou seja, é também pelo conforto... Fraldas de pano são peça fundamental, mais fossem, venham elas... mantas q.b... e fraldas descartáveis tenho um armazém que não sei se não as vou vender um dia ;)

Esta história é minha... mas alguém se identifica ?!

Esta história é minha, é igual a tantas outras, mas por me ter marcado e continuar a marcar vai ser contada por partes, ou de enxurrada... acho que vai ser bom para alguns ler...

Antes do dia: 
Casei-me, um ano depois soubemos que a minha mãe tinha um cancro de mama, na altura mau, mas que se ia tratar e ficar boa (não havia outro pensamento). Dois anos depois de ter casado mudei de local de trabalho para ver se arranjava tempo para ser mãe, começamos a ver que estava a demorar demais, estudamos o nosso caso, tinha e tenho SOP (como tantas outras mulheres)  não impede uma mulher de engravidar, mas dificulta e muito a vida. Ciclos irregulares e por aí a fora. Entretanto ouve-se mais vezes do que se deseja a famosa frase: "Então e para quando o bebé?!", ainda era cedo, e tinha 31 anos por isso não havia pressas. Ainda pensámos em seguir para tratamentos mais complexos, mas na vida as coisas estavam-se a complicar... A minha mãe estava pior, o cancro já estava nas duas mamas, já existiam metástases e não se adivinhavam dias melhores. Em 2012 comecei o mestrado em cuidados paliativos (trabalhava e trabalho nessa área desde 2008) em Lisboa, e por isso todos os meses ia a Lisboa (quando não ia mais) e estava com os meus pais e conversava muito com a minha mãe sobre tudo, sobre como poderia ser a sua morte, falávamos abertamente... Como podem ver nesta altura queria lá eu saber de engravidar, percebo agora a necessidade de centralizar as minhas energias nesta fase ao invés de ter outras coisas em que pensar.... No meio de muitas conversas, a minha mãe disse-me "vais ter um filho, mas não penses que vais ter mais e quando menos esperares ele aparece, ele aparece..." 
A minha mãe passou o último Verão de 2013 connosco, aqui no Alentejo.

A meio:
O ano de 2014 foi um ano de muitas adaptações, mudanças radicais na família, a busca dos nossos próprios alicerces e dos sinais que esperávamos receber lá de cima. Encontrar o nosso lugar no mundo quando existe uma elo de ligação que desaparece, por vezes pode ser confuso e fazer-nos perceber que a vida é demasiado efémera para andarmos com tretas e "paparmos grupos", mas é um desafio e a vida tem destas coisas. Para mim, a minha experiência profissional e a doença e morte da minha mãe ensinaram-me uma coisa, não há conveniências, não vou fazer porque fica mal ou parece bem. Bom bom é fazermos aquilo que nos faz feliz, amar e ser amada, ser boa amiga e ter bons amigos. Apesar de dar muito de mim, é a minha maneira de ser, cresci, fui preparada para isso...

O dia:
Dia 13 de Março de 2015 fiz greve dos enfermeiros ( e o que é que vocês têm a ver com isso?... nada é apenas para me localizar). A partir daqui tive uma gravidez, com muitas dúvidas, será? É que tive quatro anos a pensar que não ia conseguir e a mudar as prioridades, a arranjar meios de me distrair, a aprender a fazer coisas que agora adoro. Continuava com o teste na mão a pensar, será?? Não.... é treta. Dias mais tarde ameaça de aborto.... lá está os testes dão falsos positivos e isto é tudo treta... peço ajuda meio confusa, e agora??? Não estava preparada para ficar grávida!!(ironicamente penso que gostava, mas nunca pensei que fosse a sério ). Fiz análises para ver se estava, mas fiz um erro, fiz a análise quantitativa, ou seja aquela que se faz normalmente quando se fazem tratamentos para engravidar. Devia ter feito a qualitativa, ou seja... ou estava ou não estava, ponto. Para mim bastava, e esperava mais uns dias (que pareciam semanas/meses) para a consulta com o médico.

1º O facto de fazer análise quantitativa, ter perdas e andar um pouco a vaguear nos meus pensamentos fez-me entrar em pânico, sim, em pânico mesmo. Logo na primeira vez que fiz análises tive falta de ar, taquicárdia e subida de tensão, ou seja, com aquela sensação que ia morrer (é isto que é uma crise de ansiedade), e infelizmente as pessoas à nossa volta não estão preparadas e não percebem. 

2º Com as perdas e o facto de sentir necessidade urgente de saber o que se passava fui ao hospital aqui perto e fui fazer uma ecografia pela porta do cavalo. Ecógrafo espectacular via-se bem a gravidez e tinha, xarammmm, um mioma. (para mim era tudo grave, eu nunca jamais iria engravidar ok?!)

3º Passados uns dias, stress total, consulta nunca mais era (era na semana a seguir, mais uns cinco dias) vou a Lisboa (porque em Lisboa é que é bom....) a um hospital xpto e afinal não se via nada no ecógrafo, havia muitas dúvidas se estaria grávida, e com aquelas perdas... nááá!! Quiseram-me, curiosamente apontar logo um teste, que se chama Harmony test que custa 500 euros aproximadamente, e vim de regresso para o Alentejo a pensar, para quê tanta treta se a médica tinha ficado cheia de dúvidas.... Até à consulta fiquei em repouso na caminha por minha iniciativa e indicação de sabedores, mal não faria.

Finalmente a consulta com o meu médico (obrigada Dr Bruno por tanto me aturar). Afinal estava grávida, poucas semanas, e com descolamento de placenta, mas estava. Passou-me análises, as primeiras de rotina.... então e agora quem é que me dizia que ir ao sítio onde tive a primeira crise de ansiedade ia ser fácil?! Ao pé duma gaiata pequena era pior, chorar e voltar a ficar com aquelas sensações... Valeu-me a paciência e calma do marido (única pessoa que eu queria que andasse comigo para trás e para diante)... mas ok, fui fazer as análises, e agora atenção!!! Erro nº 1 num meio pequeno não se deve fazer análises na hora de ponta, isto porque é difícil manter segredo do que quer que seja... eu a mudar de cor em stress acompanhada pelo marido, a técnica de análises (prezo a sua paciência para comigo) a entrar em stress porque sabia o que tinha acontecido da última vez, com as pessoas suficientes na sala de espera e a ter de justificar a minha passagem à frente "Esta senhora vai passar à frente, tem prioridade porque está grávida!", PRONTO....ACABOU-SE O SIGILO DE UMA GRAVIDEZ DE 7 SEMANAS.... é que como TODOS SABEM, qualquer gravidez pode ter percalços, ainda mais nas primeiras 12 semanas. Não penalizo a técnica que tanto prezo, mas sim a cambada de cuscas que mais nada têm a fazer do que falar na vida alheia. A sério.... tem dias que o saber que alguém traiu, ou se separou, ou se divorciou, ou que perdeu o bebé, ou que está muito mal é motivo para .... nem sei para quê (será que é motivo para festejar?), mas adiante... Tinha de manter a calma, não foi fácil, não está a ser fácil... pensei em contratar um advogado para processar uma pessoa por se meter na minha vida, será que dava? Dava trabalho e se não tivesse grávida até seria engraçado, apesar de perder dinheiro, mas e no futuro, será que a pessoa me deixava em paz?? Seria uma atitude radical?? Já vi pessoas processarem outras por muito menos ;) (estou a exagerar de propósito ok?)

A continuação: Adiante... fiquei até às 24 semanas quieta aqui na minha casinha, não queria saber de comprar nada, nem roupas, nada... tive sempre muitos medos, e ainda tenho agora às 35 semanas... a frase que o meu marido mais ouviu e continua a ouvir é "vai correr tudo bem, não vai?". Não sei se este medo é normal por achar que não conseguiria engravidar normalmente (veio em boa hora), ou se sou eu mesma que sou neurótica, a razão pelo qual partilho esta passagem na minha vida tem dois propósitos, primeiro de certeza que não sou a única, segundo, acho que a partilha permite-nos viver melhor os nossos medos e ultrapassá-los...

(Este texto alonga-se e já deitei a chiquitita na alcofa algumas vezes... vou dividir esta saga, até já)


domingo, 11 de outubro de 2015

Música do dia!

Nasci nos anos 80, logo no princípio, no mês de Fevereiro. Tinha uma mãe e tenho um pai que na altura ouviam música do seu tempo... cresci a ouvir música dos anos 80/90 e a ouvir música de outros tempos. Pelas minhas irmãs mais velhas ouvia a música da moda. Anos mais tarde, andando pelos 90 e picos continuei a ouvir música influenciada pelas modas, pelas amigas e pela irmã a seguir a mim. Como a música sempre existiu na minha vida, e agora, altura em que devia estar mais presente, não está, resolvi acrescentar este tópico ao blog, exigindo assim uma pesquisa pelas músicas de antes e de agora. Hoje parece-me demasiado óbvio, mas vou partilhar uma música que ouvi bastante quando era gaiata.  Pelo infortuno da morte do seu cantor lembrei-me dela hoje. "Quem chora não berra" (para quem não percebia nada de inglês em tenra idade, e o radialista Markl fez o favor de tanto lembrar).


sábado, 10 de outubro de 2015

Um dia conto quase tudo ....

O Verão já acabou, já acabaram as festas, os meses de "despreocupações" (faz de conta), e tendo em conta as circunstâncias passou rápido e com pouco calor. O que fiz nestes meses? Algumas coisas, outras nem tanto.... desperdicei pouco, arrisquei alguma coisa, mas depois conto... um dia conto quase tudo. Para já fiz um gorro, ou como os ingleses o distinguem, porque gorros há muitos, fiz um "beret", soa melhor, pelo menos para mim. Gosto de tudo aquilo que é inglês, ou quase tudo, é um sonho, mas acho que prefiro que fique um sonho, vou lá de vez em quando e regresso, porque realizar um sonho sem aqueles que mais amo não faz sentido!

Fiquem com o meu "beret" (que já apetece com uma lã fofinha) com esquema retirado do Ravelry. A lã utilizada para este projecto foi miltons, cézanne, cor nº4.



sexta-feira, 31 de julho de 2015

Quase 3 meses!

Quase três meses passaram e não escrevi nem sequer pensei em partilhar aqui! Tenho vontade de mudar a cara desta casa e continuar, claro, a inspirar e a surpreender, a mim e a que por aqui passa! Para já com sol e calor q.b, mas sem grande vontade de estar muito tempo sentada ao computador...